A ecocardiografia ou Ecocardiograma bidimensional com doppler é um exame de ultrassom, no qual as imagens do coração, captadas por um transdutor colocado sobre o tórax do paciente, são transmitidas para um monitor. É um método diagnóstico muito utilizado em cardiologia para a detecção de alterações estruturais e/ou funcionais do coração.

A Ecocardiografia ou Ecocardiograma com Doppler abrange os métodos de diagnóstico da estrutura e do funcionamento do coração baseados no uso de ultrassom, ou seja, as ondas acústicas com frequência de mais de 20 mil Hz (ciclos por segundo), geralmente em torno de 2 a 4 MegaHertz (MHz).

O Ecocardiograma é frequentemente empregado na avaliação dos pacientes com sopro cardíaco, sintomas de palpitação, síncope, falta de ar, dor torácica ou portadores de diversas doenças cardíacas como doenças do músculo cardíaco (infarto do miocárdio, miocardiopatias), insuficiência cardíaca, doenças das valvas, anomalias congênitas, entre outras.

O Ecocardiograma apresenta imagens estáticas e em movimento do músculo e das valvas cardíacas, além disso, através do mapeamento de fluxos em cores pela técnica Doppler, podemos identificar a direção e velocidade do fluxo sanguíneo no interior das cavidades cardíacas.

O Ecocardiograma se realiza com o paciente deitado, as estruturas do coração são analisadas em diferentes posições. O procedimento tem duração de aproximadamente 20 a 30 minutos (salvo exceções).

O Ecocardiograma está indicado na avaliação
da função ventricular esquerda, de dispneia e edema, e das cardiomiopatias. Valvopatias de sopro cardíaco e de próteses valvares. Dor torácica com suspeita de etiologia cardíaca, com diferenciação entre síndrome isquêmica aguda, pericardite, dissecção de aorta, estenose valvar aórtica, prolapso de valva mitral, cardiomiopatia hipertrófica e outras patologias extracardíacas, como tromboembolismo pulmonar, doenças do esôfago ou osteoneuropatias. Efeitos da hipertensão arterial sistêmica. Eventos cardioembólicos, centrais ou periféricos.
Hipertensão no tromboembolismo pulmonar e em doenças pulmonares. Substrato anatômico para arritmias e síncope.
Massas e tumores intracardíacos. Doenças do pericárdio. Doenças da aorta torácica, da artéria pulmonar e das veias cavas e pulmonares. Cardiopatias congênitas. Pacientes criticamente enfermos ou politraumatizados. Rotina cardiológica em pacientes assintomáticos, porém sob situações especiais, como gravidez ou atividade atlética de alta performance. Doenças sistêmicas ou de terapêuticas com envolvimento cardíaco. Seguimento evolutivo dessas doenças ou avaliação do efeito de medidas terapêuticas. Monitorização cardíaca durante procedimentos invasivos (por exemplo: biópsia miocárdica).

O Ecocardiograma não tem contraindicações. Não há relatos de efeitos adversos decorrentes do uso de ultrassom para fins diagnósticos.

O Ecocardiograma tem algumas limitações em pacientes de janela acústica por interposição de ar ou tecidos (enfisema subcutâneo, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), obesidade, prótese mamária, entre outras).
Limitação de acesso ao tórax (curativos, feridas cirúrgicas, drenos, entre outros).
A presença de líquidos (por exemplo: derrame pleural ou pericárdico) não costuma prejudicar a imagem devido ao meio líquido ser facilitador da transmissão do ultrassom.

Para a realização do Ecocardiograma não é necessária nenhuma preparação antes do exame em adultos.

Em crianças, jejum oral de 4 a 6 horas, caso seja necessária sedação para evitar agitação e permitir visualização mais adequada das estruturas cardíacas.

Nota: Solicitamos respeitar o horário marcado para não correr o risco de ter o exame cancelado.